[tirado da correspondencia estival intempestivamente nocturna]“gustaríame saber se o verbo "querer" che dá tanto medo como a min, a pesares de usalo. se te confunde. se dubidas do seu significado, de tan abstracto.”
[...]
Dubido a cada segundo que pasa, aínda que non concorde en canto ao “tan abstracto”. Pola contra, defendín sempre que o problema do “querer” e o forzalo a ser verbo, cando é por natureza un sustantivo concreto de polisemia tendente ao infinito, derivada da súa subxectividade. Non existe querer, existen quereres múltiples; olladas cómplices, dores, bicos e tardes na Quintana. Existen apertas amigábeis e noites de troula, caricias, palabras que saen das entrañas mesmas e o xeito en que me tremen as maos ao escreberche. Xa que logo, non pode existir abstracto de querer pois que non existe querer fóra dos concretos que o enchen de significado.
O querer, como verbo, só pode cobrar forma no senso dinámico de interacción, de construcción intersubxectiva de sistemas de articulación dos concretos. Existe o querermonos se decidimos odiarnos próximos no eido socipolítico e espiritual.
[Partindo desa premisa, cómpre ollar que os supostos abstractos de querer, como sustantivo ou como verbo, non son por tanto máis que concretos subxectivos ou intersubxectivos impostos polo sistema, con complicidade ou non dos individuos. Son sistemas de articulación reductores: “querer” de amig@s, “querer” romántico, “querer” paterno-filial. Sistemas que obvian a individualidade e pretenden encaixar en categorías moi reducidas os seres e os quereres.]
[...]Dubido porque non me gusta contentarme con ningún significado dado, e porque como se trata de construír e non son ningún experto, tento que a obra tire para arriba o millor posíbel e non deixo de analisar cada tixolo e cada mao de pintura. E porque hai días que non confío o máis mínimo na miña capacidade arquitectónica.
E, sendo no sector da albenelería afectiva, cabe mesmo defender a xornada laboral de 28 horas






2 pronunciamentos:
De Santiago a Lugo
vexo areeiro enorme
ermo gris sen ondas
baixo a chuvia fina.
(...)
Augas dos teus ollos
cara un novo día.
(Bernardino Graña)
Seg Set 12, 05:34:00 PM
O amar e o amor
O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:
- Ame-a! E logo se calou.
- Mas, já não sinto nada por ela!
- Ame-a! disse novamente o sábio.
E diante do desconcerto do esposo, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:
"Amar é uma decisão, não apenas um sentimento; amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um substantivo, um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas, nem por isso, abandone o seu jardim. Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire e compreenda-o. Isso é tudo. Ame, simplesmente ame!" A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor faz você implacável.
A diplomacia sem amor faz você hipócrita.
O êxito sem amor faz você arrogante.
A riqueza sem amor faz você avaro.
A docilidade sem amor, faz você servil.
A pobreza sem amor faz você orgulhoso.
A beleza sem amor faz você fútil.
A autoridade sem amor faz você tirano.
O trabalho sem amor faz você escravo.
A simplicidade sem amor deprecia você.
A oração sem amor faz você introvertido e sem propósito.
A lei sem amor escraviza você.
A política sem amor deixa você egoísta.
A fé sem amor deixa você fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor não tem sentido.
Ter Set 13, 10:04:00 AM
Enviar um comentário
<< Home